
A assinatura do contrato de mútuo entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá, oficializou o projeto de uma obra conjunta de dragagem para alargamento e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga. O acordo representa um marco histórico por dois aspectos inovadores: é a primeira vez que um porto público e um porto privado firmam parceria para uma obra desse porte, e parte dos sedimentos retirados será reaproveitada para o alargamento de praias em Itapoá.
Na sequência, está sendo publicado o edital de licitação para a escolha da empresa responsável pela execução da obra. Com um investimento estimado em R$ 300 milhões, a dragagem permitirá a atracação de embarcações de até 366 metros de comprimento, tornando o complexo portuário o primeiro do Brasil com capacidade para receber navios desse porte em carga máxima.
A obra será viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual o Porto Itapoá fará um aporte financeiro inicial, que será reembolsado ao longo de 12 anos por meio das tarifas portuárias geradas pelo aumento da movimentação de cargas.
Ao todo, cerca de 12,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos serão removidos do canal de acesso à Baía da Babitonga. Desse total, aproximadamente 7 milhões de metros cúbicos serão utilizados para ampliar a faixa de areia da orla de Itapoá, que sofre com erosão costeira.
Essa é a primeira vez no Brasil que os sedimentos de uma dragagem portuária serão reaproveitados para recuperação ambiental de uma praia, podendo se tornar um modelo para outras regiões do país. A sessão pública de abertura das propostas está prevista para o início de junho. As obras devem começar em 2025, com conclusão prevista para 2026.
Fonte: Noticenter